segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Aos Outros



Dizem que a decepção e a tristeza tem um gosto amargo na boca, discordo, para mim elas têm um gosto suave e salgado. Este vindo da lágrimas que chegam aos meus lábios.
Porém o que ousa decepcionar um lutador?
Serão suas quedas ou seus amores?Acho que não, esses teriam gosto de desespero, mas o que então?
Alguém já ouviu falar de hipocrisia?
É, aposto que já, aos que a desconhecem apresento uma versão do dicionário : “ Vício que consiste em aparentar uma virtude, um sentimento que não se tem.
Fingimento, falsidade.”
Entretanto isso decepcionaria o lutador? Já que aos acostumados a essa vida sabem : todos vestem máscaras para serem o que não são.
Então o que?
A hipocrisia de que 'os outros' são 'os outros' quando se é gay, quando se descobre doente, quando há mortes inesperadas,quando as pessoas tem que se mudar, engraçado se 'os outros' tem um gênio na família, se ganha na loteria, ou abre uma empresa, 'os outros' agora são um espelho a ser refletido e não mas 'outros'.
Estranho, né? Não, só hipócrita mesmo.
E o lutador cansado de o ser simplesmente segue o jogo sorrindo e acenando, hipocritamente também, pois sua vontade era de gritar a falsidade que tanto o decepciona.
Já ouvi falar que uma das maiores virtudes é saber sorrir quando na verdade se tem vontade de chorar. Será mesmo?
"Para quem está no fundo do poço , na escuridão total, um vagalume é um farol"

domingo, 23 de janeiro de 2011

Back at Wonderland


Lá no Pais das Maravilhas está tudo calmo... Reino soberano ao lado de minha Rainha... Pessoas são apagadas com um simples gesto, rotas são alteradas com um pensamento, passados apagados ao luxo e futuros magníficos sempre nos aguardam.
Lá no Pais das Maravilhas batalho ao lado de meus amigos e irmãos, venço guerras atrás de guerras, tiranos são depostos, há sempre um final feliz.
Lá no Pais das Maravilhas magia existe e se faz presente, anjos e demônios ainda lutam e vampiros e lycans custam a se ajustar.
Lá no País das Maravilhas é tudo prefeito...
Mas e fora do meu País das Maravilhas? Será que é tudo assim?
Não. Nem tudo é perfeito... Então me vejo correndo cada vez mais para dentro do reino.
Me assusto com os monstros reais... Os vestibulares, mudanças e amigos que somem...
Então corro para meu Pais das Maravilhas... Me afogo em ilusões...
Mas essas ilusões não são mais o suficiente...
E enquanto espero pelos grandes momentos da minha vida vou lentamente deixando meu País...
Escrevendo seus histórias de heróis, vilões, guerras, amores e amizade.
Enquanto ouço meu Chapeleiro Maluco, delirando sobre as grandes questões do mundo...
Sorrio como o Gato, que lança-me seu sorriso macabro...
E volto-me para o mundo.
É hora de construir meu novo País das Maravilhas.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A Descoberta do Tempo




Dizer adeus, uma atitude que pode nos fazer notar que o tempo passa. Sim é clichê falar do tempo, mas quando percebemos isso na nossa vida é assustador, mesmo que seja tão simplório.
Dizer Adeus a uma escola, a uma casa, aos amigos, a um amor,
a uma vida inteira que muda é realmente apavorante.
Quando eu me dei conta disso, senti um desespero uma vontade de agarrar todas aquelas lembranças que pareciam escorrer entre meus dedos.
Depois veio a tristeza, lágrimas teimosas que não queriam parar.
E finalmente a saudade, palavra brasileira que significa muito mais do apenas sentir falta, essa que quando a sinto o coração doí e se aperta.
Refletindo nessa dor a procura de meu vaga-lume, noto o obvio novamente só se sente saudade do que foi bom, e essa é a prova de que o tempo passado não foi em vão e valeu a pena.
Por mais que se tenham havido problemas sem aparente solução, a saudade mostra que teve algum sentido.
Então quero a manter como algo bom, para me lembrar disso,entretanto essa é outra luta diária para não sucumbir as lágrimas e lamentar tal saudade, que vem do adeus.
Por que esse adeus é um novo e inexplorado começo, que traz consigo o pavor do futuro e a dor do passado. Difícil? Complicado? Pode ser, mas é só a vida e seus ciclos em todo sua complexidade.
Assim com um vaga-lume por perto , uma caixa na mãos e ao som de grilos,
simplesmente sigo em frente e ao nascer de cada dia volto as minhas lutas diárias.


N/A: Texto dedicado a todos que encheram minha caixa, e a uma casa na rua Heitor Chiarelo 676 que também faz parte de minhas lembranças.
Feliz Ano Novo leitores!
Ps: Quem não entendeu alguma parte do textos deve ler os outros desse blog pela inter textualização que faço com eles.

"Para quem está no fundo do poço, na escuridão total, um vagalume é um farol"

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Ano que vem...



Ano que vem vai ser diferente
Por que tudo vai ser diferente!
Novos amigos, casa, comida, hábitos!
Enfim... vai ser diferente.

Vou estudar para depois beber e esquecer
Escutar outras musicas, ver outras pessoas
Namorar outra garota, brigar com a mesma mãe...
Zoar com os mesmos e novos amigos...

Enfim... vai ser diferente.
Mas todo ano tudo é diferente!
É uma nova experiencia... Uma nova pessoa!
Novas lições para apreender e velhas para lembrar!

Vou passar no vestibular, ir viajar!
Vou perder a virgindade e gozar!
Vou beber loucamente e fazer merda.
E depois ouvir o sermão interminável com aquela dor de cabeça!

Aos velhos! Um abraço, manterei contato...
Aos novos! Prazer em conhecê-los...
Ano novo, vida nova!
Ano velho... Lembranças novas!


Até 2010! você foi muito bom para mim, assim como foi para muitas pessoas.
E olá 2011! Olha você vai ter bastante trabalho para ser melhor que 2010, mas com um pouco de ajuda eu sei que você consegue...

FELIZ ANO NOVO!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Rua Heitor Chiarello 676

Ontem fiz uma coisa difícil... Não, não terminei com a namorada, não briguei com a minha mãe, não me declarei e nem fiquei sem comer chocolate. Foi algo muito mais difícil. Me despedi de uma casa. Uma casa que conheci minha vida inteira, a primeira rua que decorei o nome. Rua Heitor Chiarello 676. A casa por onde tanto andei. E enquanto passeava pelos cômodos, já vazios e desprovidos de pessoas ou móveis, senti um aperto no meu peito. Mas o tipo de aperto saudável, aquele que se sente quando se despede de um amigo que passou no vestibular, ou do pai que beija a filha na testa uma ultima vez antes de entregá-la ao noivo,ou ainda o aperto de uma mãe ao ver o filho deixar a casa. Por cada comodo vazio que andava eu parava e fechava os olhos. E em cada comodo vazio eu me imaginava em um passado distante. Os móveis voltavam, sons enxiam meus ouvidos e podia jurar que eles estavam ali. Meus tios, primos, amigos, mãe, avós, pai e desconhecidos. Podia imaginar todos os momentos bons que tive naquele comodo. Na sala de TV um tarde memorável junto de meus amigos jogando Wii, na sala de estar tantas tardes e noites jogando RPG, na copa ceias de natal e cafés tomados juntos dos familiares e amigos. No banheiro social “aquela!” coisa que me rendeu um apelido. Na cozinha a carne da minha avó assando no forno. No escritório/ quarto do computador eram tantas, que parei durante alguns minutos só desfrutando da presença imaginarias delas. Na piscina! Lembranças de amigos recentes e antigos se misturavam em um vórtice de risos, piadas e churrasco.
Ao final da excursão voltei a sala me sentei do lado da porta, olhando fixamente para o portão aberto que dava para rua. Não seria a ultima vez que veria a casa, mas sabia que só não chorava ali naquele momento por ter feito a promessa, e me dei conta, como se não bastasse o dia cheio, que se tivesse que voltar a aquela casa dali a uns 10 ou 20 anos não haveria força no mundo que me impediria de me derreter em lagrimas de saudade.
Pois é, saudade. Saudoso seria a palavra ideal para me descrever naquele momento... Dei mais uma volta pela casa, o aperto aumentando a intensidade. Só havia lembranças boas, com pessoas ótimas em circunstancias das mais variadas possíveis. Lembranças de risos, piadas, jogos, conversas, brincadeiras, comidas, doces, beijos, abraços e carinho.
Carinho, a ultima palavra-chave do texto. É com carinho que vou guardar todas as lembranças saudosas da Rua Heitor Chiarello 676. Pois foi com carinho, que ela me guardou por tanto tempo.

Ofereço este texto, rude, sem métrica nem valor material a todos que já passaram, se hospedaram, viveram, conheceram ou até mesmo ouviram falar da Rua Heitor Chiarello 676...
Sem vocês, eu não terias essas e tantas outras lembranças e com certeza esse texto nunca teria sido imaginado.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Vaga-lumes e Estrelas



O vaga-lume que ela procura eu não tenho. Queria muito poder tê-lo junto a mim para poder, sem sequer um pensamento a mais, dá-lo a ela. No entanto, somente possuo um grilo. Um grilo que brilha com força, mas sem toda a beleza de um vaga-lume. Um grilo que ,ainda sabendo que não substitui o vaga-lume, vai tentar, pois adora ver o sorriso no rosto dela. Ridículo, bobo e sem esperança esse grilo não? Não acho! Discordo completamente. Afinal, pelo menos o grilo se faz presente e o maldito vaga-lume? Como toda a sua beleza e destreza não a conforta. Será que ela pode aceitar um grilo?

“Para quem está na escuridão total, sem nem um vaga-lume, um grilo pode ser uma estrela.”

Pontos Ofuscados



Ontem desafie-lhes a ser feliz, hoje procuro um vaga lume. Junto com os casos e acasos da vida, por esses dias eu perco diariamente meu desafio. E me consome um sentimento pior do que a infelicidade, o desanimo. O marasmo que nubla qualquer tomada de decisão e sentimento fazendo tudo perder a cor, a forma, o sabor.
A comida antes apetitosa é apenas alimento.
As cores da teve são preto e branco.
O estudo tão ansioso, só obrigação.
O coração dançante, repousa sem ( nem querer) sentir.
Enfadonha manha, tarde e noite.
Quero dispensar essa bruma que anestesia o sentidos, porém meus lábios não soltam nem sussurros que dirá tal brisa?
O leito aconchegante se torna seco.
Sentimento vil que lhe tira as forças, é como uma piscina de piche que as poucos vai se afundando e grudando em seu ser, até envolver-lhe por completo.
A luta diária já perdida, por que não terá ninguém para lutá-la.
E mesmo com o fracasso, não sabe gritar por socorro.
Talvez se conseguisse levantar o olhos e procurar vaga lumes, eles possam desanuviar a neblina de seus olhos, e assim ver por detrás delas.
Onde está meu vagalume?
" Para quem está no fundo do poço, na escuridão total, um vagalume é um farol"
Nota: Bom esse texto explica melhor minha assinatura e o que ela quer dizer =D