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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Diário de um Sobrevivente

Dia 43

Desculpem-me pelas paginas molhadas e danificadas... Cheguei a Ribeirão. Fui até a casa... Não deveria ter feito isso. As lembranças de um passado distante me assolam... Lembranças de todos... Droga! Maldito cisco em meu olho... (trecho com um risco) MALDIÇÃO!!!!!!!!! NÃO NÃO NÃO! ELAS ESTAVAM EM OUTRO LUGAR! POR QUE?!!! Dos corpos escorre o sangue, o sangue se junta com minhas lagrimas... Minha família está morta...

O buraco em suas cabeças é recente...

Dia78

Perdão. Fiquei muito tempo sem escrever algo útil... Mas a dor me impedia de escrever qualquer coisa sem ser poemas sobre morte e solidão. E não vou colocá-los aqui, não é o lugar deles. Devo contar o motivo por ter voltado a escrever, captei transmissões...

Lucas.

Dia 74

Combinamos um ponto de encontro... Ele tem varias pessoas em seu comboio... Parece promissor, mas me avisou que somente ele era um Sobrevivente, o resto eram Sacos de Carne. Sacos de Carne são as pessoas que não tem utilidade nenhuma em uma batalha, só estão ali para fazer companhia... Gargalhei quando ouvi isso, tipico dele... O que os sacos não sabem é que eles são importantes... Lucas percebeu o começo da loucura pelo rádio, imagino quando nos encontrarmos. Maldita faculdade de Psicologia. Aqui vale ressaltar algo, que os Sacos não sabem.

Eles nos mantém sãos. 


N/A: Edição dupla galera! Dedicada ao Lucas! =P 

Diário de um Sobrevivente

Dia 26

Continuo no posto, esperando por ela. Ela não chega, tenho que ir. Fui um tolo. Ontem já apareceram dez infectados. Precisava descontar a frustração em algo e eles foram perfeitos. De todos os atrasos dela esse foi o pior. Fui um tolo.

Ela não virá.

Dia 33

Estou indo de volta para São Paulo... Talvez passe em Indaiatuba para recarregar, embora não precise. Ainda estou com o coração apertado. Não recebi nenhuma transmissão da Natasha desde aquele dia... Droga! Se era para morrer que morresse em silencio não me dando falsas esperanças!!
Maldita! Tenho que me controlar, acabei de dar doze tiros em uma arvore qualquer na beira da estrada... Desperdiçar munição é letal... Queria achar alguém... Qualquer um, até mesmo um desconhecido é melhor do que essa solidão...

Maldita...

Dia 42

Meus suprimentos estão a níveis invejáveis pela primeira vez em cinco meses. Indaiatuba continuava ao mesmo ovo de antes. Nem muitos infectados haviam lá... Próxima parada é Ribeirão Preto, minha cidade natal. Quero ver uma certa casa uma ultima vez...

Rua Heithor Chiarello, 676...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Diário de um Sobrevivente

Dia 9

Sai de Divinópolis há alguns dias. Estou na estrada tentando achar Lucas. Meu rádio está sempre ligado, mas não capto nenhuma transmissão. Ainda bem que não alimentei muitas esperanças... Outro dia estava em um mercado, reabastecendo meus suprimentos, achei que tinha fechado todas as saídas... Deixei uma aberta, os infectados me encontraram, dez deles. Escapei por pouco, acho que estou perdendo o jeito... Um deles era uma garotinha deveria ter somente uns dez anos... Loira e os olhos verdes. Ela estava no caminho.

Explodi seu cranio com a 12

Dia 13
Malditos suprimentos! Sempre acabam! Veja bem, estou sozinho e meu Camaro não consome tanto combustível assim. De qualquer jeito parei em uma cidadezinha antes de São Paulo. Estou evitando a capital por motivos óbvios (Sou um bom sobrevivente, não a Alice). Consegui alimentos, gasolina e água por um bom tempo. Outra boa noticia: consegui falar com a Natasha. Não sabia que ela ainda estava viva, combinamos de nos encontrar na Rodovia Tamoios, no ultimo posto antes da decida de Serra do Mar em sete dias.

Não consigo reprimir minha felicidade dessa vez.

Dia 16

Cheguei no local combinado. Ela deve chegar aqui em dois ou tres dias. A area é boa. O posto tinha alguns Infectados mas consegui me livrar de todos, ainda bem que tenho minha katana ou poderia ter ficado sem balas. Não sei para onde iremos quando nos encontrarmos, só rezo para que seja logo. Não me preocupo com infectados nessa parte do estado, mas é melhor não arriscarmos e ficarmos aqui por muito tempo: eles sempre aparecem. Fortifiquei o posto, ele está pronto para eu relaxar até que Nat chegue.

Pela primeira vez em três anos tenho esperanças.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Diário de um Sobrevivente

Dia 1

Caro leitor. Comecei a escrever um diário pois não acho saudável continuar a esquecer o que fiz e ,segundo um amigo, me ajudara a sobreviver os dias de hoje. Começarei com uma breve introdução sobre o como mundo se encontra. O mundo está morto. Um vírus transmitido pelo contato com os fluidos do infectado varreu a face da Terra. Alguns diziam ser o Apocalipse, outros afirmavam que ET tinham vindo reivindicar o planeta, ainda há aqueles que acham que o Aquecimento Solar soltou tal vírus; particularmente acredito que a Umbrella Corporantion exista e tenha feito cagada. O fato é: todo mundo morreu. O problema foi... Que eles não permaneceram mortos.

Os vírus animou seus corpos. O único instinto que os Infectados (que é como os chamam) tem é o de se alimentar de DNA humano fresco. Os animais não foram tocados e a natureza reclamou de volta sua terra. Os poucos sobreviventes que restaram estão por ai, espalhados e tentando encontrar um lugar seguro.

Eu não acredito que tal lugar exista.


Dia 3

Estou em Limeira, uma cidade perto de Ribeirão Preto. Não vou me demorar muito nela, captei uma transmissão de rádio enquanto estava indo para Mina Gerais. Sobreviventes, um bom numero deles, estavam escondidos na penitenciaria. Fazia sentido... Fui até lá para checar... Encontrei portas arrebentadas e suprimentos escassos. Eles foram tranformados... Encontrei também algumas armas e munição: ótimo, estava precisando recarregar. Sai da cidade o mais rápido possível, um numero pequeno, porem ameaçador, de infectados já me perseguia. Sai de lá ileso.

Mas com o coração pesado.

Dia 6

Cheguei em Minas, estou em Divinópolis. Esperava encontrar um amigo, quando fui até a casa dele encontrei um bilhete: Saímos da cidade, ela não é segura. Estamos na estrada, ajuda é bem-vinda. Tipico dele e com sua letra também, reprimo meu sentimento de felicidade e esperança. Não preciso deles por enquanto. Dois infectados arrombaram a porta, não pisquei, dois tiros e os corpos estavam no chão. Parece que os filmes estavam certos: destruir o cérebro deles realmente os paralisa. O lema de todo sobrevivente é a famosa frase de Leon S Kennedy.

Shoot them in the head.