O que se faz quando se percebe que todos os seus sonhos e planos não realizaram?
Chora?
Desespera?
Grita?
Por um instante, por um ínfimo instante, sim.
Por perceber que seu trabalho foi em vão … Mas
Quando isso acontece e mesmo assim ainda tem pessoas nada a ver com o seu sangue te ligar chorando triste por você, sem ter obrigação nenhuma, se importam com você. Essas pessoas que chamamos de amigos. E esse grupo seleto de pessoas que fazem cookies com você; bebem com você ( combinam de embebedar outros); estressam junto por causa de provas, vestibular junto; criam apelidos e nunca te deixam esquecer quando se pediu pizza de brócolis com catupiry feita especialmente( e com prazer) pelo chefe; por todas as comidas que se tem que impedir de comer para sua amiga não morrer de alergia; de todos os gritos pelo corredor( wee); de assistir aulas juntos -mesmo que não sejam da mesma sala; de inventar histórias algumas com noção – Apocalipse zumbi -outras nem tanto- como a dominação mundial do mundo pelos salgados de frango- tá nenhuma delas tem noção mas as risadas proporcionadas são extremamente reais.
Pelos filmes vistos em bando, pela algazarra feita, pelas torcidas a favor em provas, pelas lágrimas derramas sobre os problemas, pelas mudanças ocorridas, e por um baile de formatura perfeito.
Por essas lembranças imperfeitas que me fazem feliz que eu me recuso a dizer que isso acabou e que esse sentimento e esses laços se romperam com facilidade.
Se os xingamentos, as brincadeiras de mau gosto, a convivência, as brigas, os copos de água, um pouco de falta de comunicação, nossas tristezas e problemas não nos afastaram, não será a distância a fazê-lo. Só se alguém desistir disso, eu não uma dessas pessoas, se sigo em frente diante a dúvida e a extrema decepção por quê não poderia levar amizades a diante?
Aos que sabem ser citados nesse texto não desistam de manter essas amizades em sua vida.
"Para que está no fundo do poço, na escuridão total, um vagalume é um farol"
Pensamentos, dores, alegrias, tristezas... Palavras, imagens, sons, texturas... Vida, morte, Eros, Tanatos... Elementos de duas vidas combinados em um intenso vórtex. Cuidado onde pisa, você pode ser carregado pelo nosso Vortex.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Diário de um Sobrevivente
Dia 9
Sai de Divinópolis há alguns dias. Estou na estrada tentando achar Lucas. Meu rádio está sempre ligado, mas não capto nenhuma transmissão. Ainda bem que não alimentei muitas esperanças... Outro dia estava em um mercado, reabastecendo meus suprimentos, achei que tinha fechado todas as saídas... Deixei uma aberta, os infectados me encontraram, dez deles. Escapei por pouco, acho que estou perdendo o jeito... Um deles era uma garotinha deveria ter somente uns dez anos... Loira e os olhos verdes. Ela estava no caminho.
Explodi seu cranio com a 12
Dia 13
Malditos suprimentos! Sempre acabam! Veja bem, estou sozinho e meu Camaro não consome tanto combustível assim. De qualquer jeito parei em uma cidadezinha antes de São Paulo. Estou evitando a capital por motivos óbvios (Sou um bom sobrevivente, não a Alice). Consegui alimentos, gasolina e água por um bom tempo. Outra boa noticia: consegui falar com a Natasha. Não sabia que ela ainda estava viva, combinamos de nos encontrar na Rodovia Tamoios, no ultimo posto antes da decida de Serra do Mar em sete dias.
Não consigo reprimir minha felicidade dessa vez.
Dia 16
Cheguei no local combinado. Ela deve chegar aqui em dois ou tres dias. A area é boa. O posto tinha alguns Infectados mas consegui me livrar de todos, ainda bem que tenho minha katana ou poderia ter ficado sem balas. Não sei para onde iremos quando nos encontrarmos, só rezo para que seja logo. Não me preocupo com infectados nessa parte do estado, mas é melhor não arriscarmos e ficarmos aqui por muito tempo: eles sempre aparecem. Fortifiquei o posto, ele está pronto para eu relaxar até que Nat chegue.
Pela primeira vez em três anos tenho esperanças.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Por que eu acredito!
RW: Sobre as coisas: Amizade - http://really-insane.blogspot.com
Quer saber? Vá a merda! Quem já não teve essa frase na ponta da língua? Que atire a primeira pedra! Os pessimistas tentando fazer todos verem o pior lado das coisas. Os realistas com sua mania de falarem: estou sendo realista; quando na verdade não passam de pessimistas com bons argumentos. Os otimistas irritantes até o toba! Porra! Não existe um meio termo? É tudo absoluto? Não acredito! Não acredito pelo simples fato de não terem me provado o contrario ainda! Já me disseram que não adianta tentar, que é triste mas é a vida, pois quer saber? Vai tomar no cu! A vida é minha! Guarde as suas opiniões para si mesmo ou dê-as para alguém que as valorize. Outro dia uma boa senhora me disse a seguinte frase: O triste só é que vocês vão se separar. Meu... Quase mandei ela para lá! Todos dizem que vai acabar... Que vamos nos separar... Eu digo que não.
Por que eu acredito! Em magia. Em um apocalipse zumbi. Em Gaia. Em Anjos e Demônios. Em mim. E por final e mais importante: eu acredito em nossos laços!
Portanto caros dedicados. O próximo que lhe dizer: que pena que vocês se separaram. Ponha o sorriso mais falso, ou mais verdadeiro, e grite para ser ouvido: não, só estamos em lugares diferentes.
A vocês.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Diário de um Sobrevivente
Dia 1
Caro leitor. Comecei a escrever um diário pois não acho saudável continuar a esquecer o que fiz e ,segundo um amigo, me ajudara a sobreviver os dias de hoje. Começarei com uma breve introdução sobre o como mundo se encontra. O mundo está morto. Um vírus transmitido pelo contato com os fluidos do infectado varreu a face da Terra. Alguns diziam ser o Apocalipse, outros afirmavam que ET tinham vindo reivindicar o planeta, ainda há aqueles que acham que o Aquecimento Solar soltou tal vírus; particularmente acredito que a Umbrella Corporantion exista e tenha feito cagada. O fato é: todo mundo morreu. O problema foi... Que eles não permaneceram mortos.
Os vírus animou seus corpos. O único instinto que os Infectados (que é como os chamam) tem é o de se alimentar de DNA humano fresco. Os animais não foram tocados e a natureza reclamou de volta sua terra. Os poucos sobreviventes que restaram estão por ai, espalhados e tentando encontrar um lugar seguro.
Eu não acredito que tal lugar exista.
Dia 3
Estou em Limeira, uma cidade perto de Ribeirão Preto. Não vou me demorar muito nela, captei uma transmissão de rádio enquanto estava indo para Mina Gerais. Sobreviventes, um bom numero deles, estavam escondidos na penitenciaria. Fazia sentido... Fui até lá para checar... Encontrei portas arrebentadas e suprimentos escassos. Eles foram tranformados... Encontrei também algumas armas e munição: ótimo, estava precisando recarregar. Sai da cidade o mais rápido possível, um numero pequeno, porem ameaçador, de infectados já me perseguia. Sai de lá ileso.
Mas com o coração pesado.
Dia 6
Cheguei em Minas, estou em Divinópolis. Esperava encontrar um amigo, quando fui até a casa dele encontrei um bilhete: Saímos da cidade, ela não é segura. Estamos na estrada, ajuda é bem-vinda. Tipico dele e com sua letra também, reprimo meu sentimento de felicidade e esperança. Não preciso deles por enquanto. Dois infectados arrombaram a porta, não pisquei, dois tiros e os corpos estavam no chão. Parece que os filmes estavam certos: destruir o cérebro deles realmente os paralisa. O lema de todo sobrevivente é a famosa frase de Leon S Kennedy.
Shoot them in the head.
Aos Outros

Dizem que a decepção e a tristeza tem um gosto amargo na boca, discordo, para mim elas têm um gosto suave e salgado. Este vindo da lágrimas que chegam aos meus lábios.
Porém o que ousa decepcionar um lutador?
Serão suas quedas ou seus amores?Acho que não, esses teriam gosto de desespero, mas o que então?
Alguém já ouviu falar de hipocrisia?
É, aposto que já, aos que a desconhecem apresento uma versão do dicionário : “ Vício que consiste em aparentar uma virtude, um sentimento que não se tem.
Fingimento, falsidade.”
Entretanto isso decepcionaria o lutador? Já que aos acostumados a essa vida sabem : todos vestem máscaras para serem o que não são.
Então o que?
A hipocrisia de que 'os outros' são 'os outros' quando se é gay, quando se descobre doente, quando há mortes inesperadas,quando as pessoas tem que se mudar, engraçado se 'os outros' tem um gênio na família, se ganha na loteria, ou abre uma empresa, 'os outros' agora são um espelho a ser refletido e não mas 'outros'.
Estranho, né? Não, só hipócrita mesmo.
E o lutador cansado de o ser simplesmente segue o jogo sorrindo e acenando, hipocritamente também, pois sua vontade era de gritar a falsidade que tanto o decepciona.
Já ouvi falar que uma das maiores virtudes é saber sorrir quando na verdade se tem vontade de chorar. Será mesmo?
"Para quem está no fundo do poço , na escuridão total, um vagalume é um farol"
domingo, 23 de janeiro de 2011
Back at Wonderland
Lá no Pais das Maravilhas está tudo calmo... Reino soberano ao lado de minha Rainha... Pessoas são apagadas com um simples gesto, rotas são alteradas com um pensamento, passados apagados ao luxo e futuros magníficos sempre nos aguardam.
Lá no Pais das Maravilhas batalho ao lado de meus amigos e irmãos, venço guerras atrás de guerras, tiranos são depostos, há sempre um final feliz.
Lá no Pais das Maravilhas magia existe e se faz presente, anjos e demônios ainda lutam e vampiros e lycans custam a se ajustar.
Lá no País das Maravilhas é tudo prefeito...
Mas e fora do meu País das Maravilhas? Será que é tudo assim?
Não. Nem tudo é perfeito... Então me vejo correndo cada vez mais para dentro do reino.
Me assusto com os monstros reais... Os vestibulares, mudanças e amigos que somem...
Então corro para meu Pais das Maravilhas... Me afogo em ilusões...
Mas essas ilusões não são mais o suficiente...
E enquanto espero pelos grandes momentos da minha vida vou lentamente deixando meu País...
Escrevendo seus histórias de heróis, vilões, guerras, amores e amizade.
Enquanto ouço meu Chapeleiro Maluco, delirando sobre as grandes questões do mundo...
Sorrio como o Gato, que lança-me seu sorriso macabro...
E volto-me para o mundo.
É hora de construir meu novo País das Maravilhas.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
A Descoberta do Tempo

Dizer adeus, uma atitude que pode nos fazer notar que o tempo passa. Sim é clichê falar do tempo, mas quando percebemos isso na nossa vida é assustador, mesmo que seja tão simplório.
Dizer Adeus a uma escola, a uma casa, aos amigos, a um amor,
a uma vida inteira que muda é realmente apavorante.
Quando eu me dei conta disso, senti um desespero uma vontade de agarrar todas aquelas lembranças que pareciam escorrer entre meus dedos.
Depois veio a tristeza, lágrimas teimosas que não queriam parar.
E finalmente a saudade, palavra brasileira que significa muito mais do apenas sentir falta, essa que quando a sinto o coração doí e se aperta.
Refletindo nessa dor a procura de meu vaga-lume, noto o obvio novamente só se sente saudade do que foi bom, e essa é a prova de que o tempo passado não foi em vão e valeu a pena.
Por mais que se tenham havido problemas sem aparente solução, a saudade mostra que teve algum sentido.
Então quero a manter como algo bom, para me lembrar disso,entretanto essa é outra luta diária para não sucumbir as lágrimas e lamentar tal saudade, que vem do adeus.
Por que esse adeus é um novo e inexplorado começo, que traz consigo o pavor do futuro e a dor do passado. Difícil? Complicado? Pode ser, mas é só a vida e seus ciclos em todo sua complexidade.
Assim com um vaga-lume por perto , uma caixa na mãos e ao som de grilos,
simplesmente sigo em frente e ao nascer de cada dia volto as minhas lutas diárias.
Dizer Adeus a uma escola, a uma casa, aos amigos, a um amor,
a uma vida inteira que muda é realmente apavorante.
Quando eu me dei conta disso, senti um desespero uma vontade de agarrar todas aquelas lembranças que pareciam escorrer entre meus dedos.
Depois veio a tristeza, lágrimas teimosas que não queriam parar.
E finalmente a saudade, palavra brasileira que significa muito mais do apenas sentir falta, essa que quando a sinto o coração doí e se aperta.
Refletindo nessa dor a procura de meu vaga-lume, noto o obvio novamente só se sente saudade do que foi bom, e essa é a prova de que o tempo passado não foi em vão e valeu a pena.
Por mais que se tenham havido problemas sem aparente solução, a saudade mostra que teve algum sentido.
Então quero a manter como algo bom, para me lembrar disso,entretanto essa é outra luta diária para não sucumbir as lágrimas e lamentar tal saudade, que vem do adeus.
Por que esse adeus é um novo e inexplorado começo, que traz consigo o pavor do futuro e a dor do passado. Difícil? Complicado? Pode ser, mas é só a vida e seus ciclos em todo sua complexidade.
Assim com um vaga-lume por perto , uma caixa na mãos e ao som de grilos,
simplesmente sigo em frente e ao nascer de cada dia volto as minhas lutas diárias.
N/A: Texto dedicado a todos que encheram minha caixa, e a uma casa na rua Heitor Chiarelo 676 que também faz parte de minhas lembranças.
Feliz Ano Novo leitores!
Ps: Quem não entendeu alguma parte do textos deve ler os outros desse blog pela inter textualização que faço com eles.
Feliz Ano Novo leitores!
Ps: Quem não entendeu alguma parte do textos deve ler os outros desse blog pela inter textualização que faço com eles.
"Para quem está no fundo do poço, na escuridão total, um vagalume é um farol"
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